
Na hora de comprar ou vender, comparar é essencial. Na altura de valorizar os imóveis, o tamanho e localização contam, mas não são tudo. A tipologia de cada habitação é fundamental, e convém conhecer bem os valores de mercado antes de tomar uma decisão.
Sim, o preço de um imóvel depende de muitos fatores que tornam uma avaliação fria um pesadelo. Sabia que, apenas pela avaliação, se chega a cobrar 3% do valor do imóvel? Os profissionais do setor levam em conta a localização (o célebre Location! Location! Location!), qualidade dos acabamentos, área (útil e bruta), tipologia e uma infinidade de outros pequenos fatores.
Para quem não tem tempo (ou disposição) para uma avaliação a todos os pormenores, importa focar no essencial. O valor por metro quadrado é a referência que permite comparações imediatas de preço, mas na hora de decidir pesa sempre a tipologia que procuramos (T1, T2,…). Para ter a certeza que está perante um bom negócio, compare o valor em causa com o de outros alojamentos com características semelhantes.
Falar com dados
De acordo os dados mais recentes, no 3º trimestre de 2017 o valor mediano por m2 das habitações familiares em Portugal, foi de 912 €. Mediano? Se ordenássemos todas as casas dos portugueses, da mais barata à mais cara, e escolhêssemos a que fica no meio, essa pessoa teria pago 912 €/m2 pela sua habitação.
Lisboa destaca-se com o valor mais elevado (2.315 €/m2), seguida por Cascais, Loulé, Lagos, Oeiras e Albufeira, também com preços acima dos 1.500 € por m2. Conclusão: em Lisboa, metade das pessoas pagou mais de 230.000 € por um apartamento de 100 m2, o que aos dias de hoje não surpreende (por outro lado, se tivermos em conta que o PIB per capita português é de 22.000 €, cada um de nós terá de trabalhar mais de 11 anos para pagar uma casa em Lisboa…).
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